CINEMA: "SICARIO: TERRA DE NINGUÉM" by Galeria Produções

(Sicario) / EUA / 2015                                         Dir: Denis Villeneuve

Kate Macer (Emily Blunt), é uma agente do FBI que trabalha no combate de drogas e aceita participar de uma ação secreta para capturar líderes de cartéis de tráfico mexicano. Sem ter muita certeza no que está se envolvendo, Kate questiona constantemente seus parceiros Matt Graver (Josh Brolin) e Alejandro (Benicio del Toro) sobre a real objetivo dessa ação.

Denis Villeneuve vem construindo uma filmografia de peso e constante em qualidade. Em "Sicario" mostra sua maestria em criar e manter um clima e ambientação constantes, juntamente com o roteiro bem estruturado e linear. Villeneuve consegue criar sequências de enorme tensão e colocam o espectador na posição da personagem principal, sem entender o que está acontecendo e sentindo-se vulnerável ao universo criado.

Emily Blunt surpreende no papel de Kate, e Josh Brolin e Benicio del Toro dão força à narrativa ao darem vida à duas figuras acostumadas com a violência e impiedade do mundo. Vale também ressaltar a fotografia do sempre ótimo Roger Deakins.

Nota: 9,0

CINEMA: "A COLINA ESCARLATE" by Galeria Produções

(Crimson Peak) / EUA / 2015                             Dir: Guillermo del Toro

Edith Cushing (Mia Wasikowska), uma jovem criada pelo pai após a morte da mãe e com uma sensilibilidade para se comunicar com espíritos, apaixona-se por Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), um jovem inglês de passagem por sua cidade em busca de investidores para um projeto pessoal. 

Após seu casamento e mudança de cidade, Edith passa a viver no casarão da família de seu marido, junto com a misteriosa Lucille Sharpe (Jessica Chestain), irmã de Thomas. Com o passar do tempo, estranhos acontecimentos perturbam a jovem, fazendo-a questionar a índole dos irmãos.

Apesar de criar uma ambientação assustadora, sombria e cheia de mistérios, o filme enfraquece ao longo de sua projeção colocando situações muito óbvias e que fogem constantemente à premissa instaurada inicialmente. Não espere também por criaturas super realistas e bizarras, muito comuns nos filmes de Del Toro (como "Hellboy" e "O Labirinto do Fauno") e que seriam muito propícias para a história. Os "espíritos" são todos criados por CGI (computação gráfica).

Nota: 7,0

CINEMA: "PERDIDO EM MARTE" by Galeria Produções

(The Martian) / EUA / 2015                                Dir: Ridley Scott

Após uma tempestade em Marte, um grupo de astronautas resolve abandonar a missão e voltar para a Terra. Em meio ao caos, Mark Whatney (Matt Damon), dado como morto, é deixado para trás.

Meses depois do incidente a NASA descobre que o astronauta estava vivo e tentando sobreviver sozinho em Marte, com isso, a agência do governo passa a procurar uma forma de resgatá-lo.

Ridley Scott, muito conhecido por seu trabalho em filmes como "Alien, o 8º Passageiro" e "Blade Runner" (ambos com essa temática futurística), faz de "Perdido em Marte", um filme mais "otimista" em relação ao futuro.

O elenco atua de forma coesa e em sintonia (apesar no número excessivo de personagens), porém o roteiro deixa a desejar dando soluções muito rápidas para todos os infortúnios e problemas que o astronauta entrenta em um planeta inóspito.

Nota: 7,0

 

CINEMA: "A TRAVESSIA" by Galeria Produções

(The Walk) / EUA / 2015                                    Dir: Robert Zemeckis

Baseado na história real do equilibrista francês Philippe Petit (Joseph Gordon-Levitt), "A Travessia" narra a vida do artista desde sua infância até o seu feito maior, que foi atravessar, sem equipamentos de segurança, o vão entre as torres gêmeas em Nova Iorque.

Com a ajuda de amigos, Philippe planeja e invade em uma madrugada os edifícios recém inaugurados e inicia sua travessia ao amanhecer do dia.

O feito do equilibrista já foi belamente retratado no documentário "Man on Wire" de 2008, e Robert Zemeckis foca o seu trabalho mostrando um pouco mais da vida de Phillipe, conseguindo por meio de imagens bem construídas, colocar o espectador dentro do filme, junto da corda bamba.

O longa, porém, possui diversos defeitos narrativos. Zemeckis insere o personagem principal narrando toda a história que já está sendo mostrada, enfraquecendo e tornando o fime redundante e cansativo. Outro problema do longa é a escolha e preparação do elenco, que deixa a desejar.

Nota: 7,0

CINEMA: "A PELE DE VÊNUS" by Galeria Produções

(La Vénus à la Fourrure) / França / 2013           Dir: Roman Polanski

Baseado na premiada peça homônima de David Ives, "A Pele de Vênus" conta a história de Thomas (Mathieu Amalric), um diretor de teatro em busca de uma atriz para interpretar o papel principal de sua peça. Ao chegar atrasada para o teste, Vanda (Emmanuelle Seigner), uma atriz aparentemente inocente e tola insiste que é quem ele procura. Já pronto para ir embora, o diretor cede às vontades da mulher e batendo o texto, ele percebe que de tola e inocente ela não tem nada e torna-se obcecado com a figura misteriosa e inquietante de Vanda. A partir dai um jogo de dominação é travado e situações bizarras passam a acontecer.

Polanski, mais uma vez faz um filme bem teatral (seguindo o estilo de seu último "O Deus da Carnificina) e consegue atrair a atenção do espectador. O jogo de cena de Amalric e Seigner é fabulosa.

Nota: 8,5

 

CINEMA: "MAZE RUNNER: À PROVA DE FOGO" by Galeria Produções

(Maze Runner: The Scorch Trials) / EUA / 2015                                                                        Dir: Wes Ball

A sequência de "Maze Runner: Correr ou Morrer" narra a saga de Thomas (Dylan O'Brien) e seus companheiros após a fuga do labirinto. Ao serem resgatados, começam a desconfiar que tudo não passa de mais uma armadilha da coorporação CRUEL da Dr. Ava Page (Patricia Clarkson) e escapam novamente em busca de um grupo que vivem em uma área afastada e podem protegê-los.

Com boas sequências de ação, o longa (literalmente! já que são duas horas e quinze de filme) parece não ter muito o que dizer. Thomas é irritantemente o herói a ser seguido, sem deixar nenhuma personalidade para qualquer outro personagem. Tudo soa forçado e exagerado, com diálogos clichês e atuações fracas.

Nota: 4,0

CINEMA: "JIA ZHANG-KE: O HOMEM DE FENYANG" by Galeria Produções

(Jia Zhang-Ke: O Homem de Fenyang) / Brasil / 2015                                                         Dir: Walter Salles 

O documentário dirigido pelo brasileiro Walter Salles sobre o cineasta chinês Jia Zhang-Ke, é um rico retrato do cineasta e de sua obra. 

A história de Jia é contada por ele mesmo em uma viagem pela China (passando pelas locações de seus filmes), onde ele se encontra com seus companheiros de trabalho e familiares. Alternando entre imagens de seus longas e esse passeio por suas lembranças, o documentário de Salles leva o espectador à conhecer esse cineasta mais na intimidade e entender um pouco como a transformação de seu país o influencia no seu processo de criação e de sua paixão pelo cinema.

Nota: 9,5

CINEMA: "TRISTEZA E ALEGRIA" by Galeria Produções

(Sorg og Glaede) / Dinamarca / 2104     Direção: Nils Malmros

"Tristeza e Alegria" é um filme autobiográfico e corajoso. Nils Malmros demorou vinte anos para contar sua tragédia pessoal e a faz de maneira bem verdadeira.

Signe, uma professora primária depressiva é casada com o cineasta Johannes. Em uma crise totalmente fora de controle ela degola a própria filha de nove meses. É nesse trágico cenário que o filme começa. Johannes então se vê em um dilema entre a tristeza da perda da filha e seu amor por sua esposa doente e prestes a ser condenada pelo crime.

O filme não ameniza para nenhum lado ao mostrar não só sua esposa profundamente deprimida, mas também o cineasta como um sujeito egoísta e cheio de defeitos. O problema do filme fica ao insistir em inúmeros flashbacks que enfraquecem a história.

Nota: 7,0

* "TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO DURANTE A COBERTURA DA 38a MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO".

CINEMA: "O JULGAMENTO DE VIVIANE AMSALEM" by Galeria Produções

(Gett: the Trial of Viviane Amsalem) / França, Israel, Alemanha / 2014                         Dir: Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz 

Na cidade de Israel, os casamentos só são realizados e finalizados por rabinos. O divórcio, só ocorre se o marido estiver de pleno acordo e a opinião da mulher de nada importa. Nesse cenário ocorre o filme "O Julgamento de Viviane Amsalem". Viviane (a também diretora Ronit Elkabetz) é uma mulher infeliz no casamento que pede o divórcio. Em um processo que dura cinco anos, entre reuniões e indecisões de seu marido de aceitar a separação, Viviane luta a todo custo por sua liberdade.

Passado praticamente inteiro dentro da sala de "julgamento", o longa é rico em diálogos e tem sua construção de maneira lenta e sem muitas explicações do que realmente aconteceu na vida dos personagens. O espectador quase que ocupa a posição dos rabinos e muitas vezes se vêem em dúvida da veracidade dos fatos narrados.

Nota: 8,5

 

CINEMA: "SHAUN, O CARNEIRO" by Galeria Produções

(Shaun the Sheep) / Reino Unido / 2015            Dir: Richard Starzak e Mark Burton

Shaun é um carneiro que vive em uma fazenda desde bebê junto com sua família e amigos. Cansado da rotina em que vive ele incentiva a todos a planejarem uma rebelião: prender o dono da fazenda e passarem o dia dentro de casa vendo TV e comendo guloseimas. O plano, porém, não sai como o esperado, e o fazendeiro após um acidente termina na cidade grande e sem memória. Determinados à resgatá-lo, Shaun e seus amigos embarcam em uma aventura em busca de seu amigável dono.

Sem nenhuma fala, o longa baseado na série homônima é uma animação simples porém muito especial. Dos estúdios Aardman, os mesmos de "A Fuga das Galinhas" e "Wallace e Grommit", e utilizando-se da técnica de stop-motion, "Shaun, o Carneiro" é leve mas sem ser bobo e previsível, algo raro no gênero hoje em dia.

Nota: 9,0

CINEMA: "O PEQUENO PRÍNCIPE" by Galeria Produções

(Le Petit Prince) / França / 2015                         Dir: Mark Osbourne

O longa de animação "O Pequeno Príncipe" usa a famosa fábula de Antoine Saint-Exupéry como pano de fundo para contar a história de uma garotinha que vive com uma mãe controladora e sua amizade com um velho senhor que mora na casa ao lado.

Depois de começar a se encontrar com o senhor (aviador) para ler histórias do pequeno príncipe, a menina passa a questionar a vida cheia de regras que leva e a infância que ela está deixando de lado apenas pensando em seu futuro.

A animação de Mark Osbourne acerta na concepção artística da obra ao mostrar o mundo da garota todo em tons monocromáticos e meticulosamente organizado, em contraponto com o mundo do idoso mais colorido e alegre. Mas o grande trunfo é a encantadora estética usada para contar a história do pequeno príncipe, que emociona só pela beleza.

A animação segue narrativamente muito bem até o terceiro ato do filme, onde perde a mão e deixa de lado toda a delicadeza e poesia que vinha sendo construída ao tentar buscar muitas respostas para questões que provavelmente deveriam ser deixadas na imaginação do espectador.

Nota: 7,0

CINEMA: "OBRA" by Galeria Produções

(Obra) / Brasil / 2014                                          Dir: Gregorio Graziosi

Em meio a uma obra, em um terreno herdado do avô, o arquiteto João Carlos (Irandhir Santos) encontra ossadas humanas e passa a se questionar sobre o que aconteceu naquele local. Prestes a ser pai, e sofrendo de graves problemas em sua coluna, João entra em conflito com o mestre de obras (Júlio Andrade), que é contra o andamento da obra desde que as ossadas foram encontradas.

Ambientado em São Paulo, o longa acerta em cheio na belíssima fotografia em preto e branco (de André Brandão), que nos remete ao lado frio do personagem e suas relações estabelecidas durante a narrativa. O roteiro, porém, é muito formal e quadrado, com diálogos forçados (que são poucos durante o filme) e desdobramentos desnecessários.

Nota: 7,0

CINEMA: "QUE HORAS ELA VOLTA?" by Galeria Produções

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(Que Horas Ela Volta?) / Brasil / 2015              Dir: Anna Muylaert

Val (Regina Casé) é uma empregada doméstica que vive há muitos anos trabalhando com a mesma família em São Paulo. Acostumada ao ritmo da casa e apegada afetivamente a Fabinho (Michel Joelsas), que ela cuida desde criança, Val vê sua rotina perturbada com a chegada de Jéssica (Camila Mardilla), sua filha, que não vê há dez anos.

Construído com uma narrativa delicada, linear e simples, Anna Muylaert apresenta aqui seu melhor trabalho. Regina Casé e Camila Mardilla convencem nos personagens de mãe e filha. Val, submissa e conformada com a vida e Jéssica uma jovem sonhadora e que busca um futuro melhor. Com todos esses elementos, "Que Horas Ela Volta?" faz pensar e apresenta um tema batido (conflito de classes) de forma pontual, real e emocionante.

Nota: 9,5

CINEMA: "A CORRENTE DO MAL" by Galeria Produções

(It Follows) / EUA / 2014                                    Dir: David Robert Mitchell

O longa "Corrente do Mal" conta a história de uma "maldição" que persegue pessoas envolvidas em uma rede. A forma de se "entrar" nessa corrente? Através do sexo. Uma vez que se mantém a relação íntima com alguém, essa pessoa passa a ser perseguida por um ser que toma forma humana (a de qualquer um, inclusive conhecidos).

Com essa premissa até banal, o filme vai além e consegue surpreender pelo clima e ambientação criados na trama. 

David Robert Mitchell se utiliza de uma estética dos anos oitenta e com uma destreza técnica apurada consegue realizar um terror diferente do que vem sendo feito nos últimos anos. Um roteiro inteligente, sem sustos e clichês óbvios, uma fotografia precisa e belíssimos enquadramentos fazem de "Corrente do Mal" um clássico do gênero.

Nota: 9,0

CINEMA: LAS INSOLADAS" by Galeria Produções

(Las Insoladas) / Argentina / 2014                     Dir: Gustavo Taretto

O novo filme de Gustavo Taretto, o aclamado diretor de "Medianeras", narra um dia na vida das amigas Valeria, Karina, Lala, Flor, Vicky e Sol. Elas se encontram no terraço de um prédio para tomar sol e conversar. Com a idéia de fazerem uma viagem no ano seguinte, elas passam a debater sobre como conseguirão a quantia necessária para viajar para Cuba por quinze dias.

A boa premissa do longa acaba se tornando superficial e entediante por não desenvolver bem os personagens e o tema, e com isso não permitir uma empatia por nenhuma das garotas.

Nota: 6,0

CINEMA: "PARTY GIRL" by Galeria Produções

(Party Girl) / França / 2014                                  Dir: Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

O vencedor do Camera D'Or do Un Certain Regard em Cannes, festival premia filmes de novos cineastas, "Party Girl" parte de uma premissa interessante: narrar histórias familiares reais dos realizadores, assim como contar com membros da família no elenco. 

Angélique (Angélique Litzenburger) é uma senhora por volta dos sessenta anos que trabalha em um cabaré e leva uma vida com muita bebida, cigarros e noites em claro. Ao receber a proposta de casamento de um antigo cliente, ela vê a possibilidade de mudar de vida e para isso precisa contar também com o apoio dos quatro filhos. A medida que o casamente se aproxima, Angélique passa a questionar sua escolha.

Com um elenco impecável e um trilha sonora pontual, os diretores apostam em close-ups de longa duração e que levam o espectador a entrar em contato com os personagens e pensar sobre as escolhas de cada um.

Nota: 8,5

CINEMA: "HOMEM-FORMIGA" by Galeria Produções

(Ant-Man) / EUA / 2015                                        Dir: Peyton Reed

Scott Lang (Paul Rudd) é um engenheiro que ganha a vida com roubos e furtos. Ao sair da prisão após três anos ele conhece o cientista Dr. Hank Pym (Michael Douglas) e sua filha Hope (Evangeline Lilly). Pym faz a Scott uma proposta de roubar uma fórmula que está sob o poder de Darren Cross (Corey Stoll), e para isso ele precisará vestir uma armadura que o deixa no tamanho de uma formiga.

Outro grande sucesso dos estúdios da Marvel, "Homem-Formiga" aposta no bom humor e até na sátira de super-heróis da mesma franquia (como "Os VIngadores") provando ser um filme bem feito e despretensioso. Nada além disso.

Nota: 7,0

CINEMA: "O CONTO DA PRINCESA KAGUYA" by Galeria Produções

(Kaguyahime no Monogatari) / Japão / 2013    Dir: Isao Takahata

A animação japonesa do aclamado Studio Ghibli conta a fábula de Kaguya, uma menina nascida do broto de um bambu e adotada por um casal de camponeses. Acreditando que Kaguya era uma princesa, seu pai adotivo, após achar ouro na floresta, muda-se do campo e a afasta de todos, investindo em uma educação rigorosa e restritiva para torná-la culta e sofisticada.

Singela e delicadamente, Isao Takahata, costura uma narrativa bela e forte com uma mensagem poderosa, nos levando a refletir que muitas vezes a simplicidade pode fazer de nós pessoas mais felizes.

Nota: 9,0

CINEMA: "PHOENIX" by Galeria Produções

(Phoenix) / Alemanha / 2014                               Dir: Christian Petzold

Nelly Lenz (a excelente Nina Hoss) é uma sobrevivente do holocausto que fica desfigurada e após várias cirurgias reconstrutoras não se reconhece mais como a figura da mulher que era. Afastada há muitos anos do marido, Johnny (Ronald Zehrfeld), que pensa que ela está morta, Lenz tenta se aproximar novamente em busca do que ficou para trás.

Christian Petzold em "Phoenix" faz mais uma vez o que sabe fazer de melhor, filmes de personagem. Com um roteiro muito preciso e inteligente, apresenta a evolução de Nelly de maneira rica e surpreendente (e mais uma vez contando com Nina Hoss no papel principal).

Nota: 8,5

CINEMA: "RETORNO A ÍTACA" by Galeria Produções

(Retour à Ithaque) / França / 2014                     Dir: Laurent Cantet

Os amigos Tania, Eddy, Rafa e Aldo que se conhecem desde a adolescência resolvem se encontrar para relembrar os velhos tempos e rever um amigo que não vêem há dezesseis anos, Amadeo. Em Havana como cenário, e em meio a uma Cuba em crise eles discutem os rumos que suas vidas tomaram e as perspectivas para o futuro.

Laurent Cantet (vencedor da Palma de Ouro por seu filme "Entre os Muros da Escola) consegue mais uma vez surpreender num longa de ficção que é quase documental e para isso conta com um elenco afiadíssimo e em sintonia com um belo roteiro cheio de diálogos que navegam do cômico ao trágico sem clichês. Simplicidade que emociona e faz pensar.

Nota: 8,5